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Tacógrafo aumenta a segurança nas estradas
A Polícia Rodoviária
Federal registra milhares de acidente nas estradas federais
e estaduais nos últimos anos. Diante desta realidade,
a qual o número de acidentes é crescente, o
tacógrafo se tornou um dos equipamentos mais importantes
para garantir a segurança nas estradas brasileiras.
Porém é imprescindível que seja utilizado
corretamente e fiscalizado pelos agentes de trânsito
municipais, estaduais e federais.
Especialistas do setor acreditam que o aparelho
vem sendo utilizado de maneira incorreta pelas empresas transportadoras
de carga e de passageiros e não passa pelo crivo dos
agentes fiscalizadores. Afirmam, também, que caso houvesse
fiscalização não aconteceriam tantos
acidentes e mortes nas rodovias. Além de uma verificação
correta, é importante que os transportadores e motoristas
se preocupem com a manutenção do equipamento.
O disco diagrama, por exemplo, deve ser trocado
a cada 24 horas ou a cada sete dias, dependendo do tipo de
tacógrafo.
A função do equipamento, obrigatório
por lei em caminhões com PBT acima de 4.536 kg e veículos
de passageiros com mais de 10 lugares, é revelar todo
o comportamento do profissional ao volante, como a velocidade
desenvolvida, o tempo, distância percorrida e paradas
para descanso. Por este motivo a fiscalização
é a maneira mais eficaz para controlar o ritmo de trabalho
dos motoristas, já que o equipamento grava todas essas
informações em um disco diagrama. Após
análise, o agente pode orientar o motorista e até
aplicar multas caso haja registro de infrações.
O condutor pode perder cinco pontos no prontuário (DG).
Tem que ter tacógrafo
Muitos caminhoneiros tiveram que desembolsar
mais alguns trocados para atender ao Código Brasileiro
de Trânsito e, assim, evitar multas de R$ 109,29 e a
perda de 5 pontos no prontuário.
Uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito
diz que desde o dia 1.º de janeiro de 1999, é
obrigatório o uso do tacógrafo em todos os veículos
de transporte de carga com capacidade máxima de tração
superior a 19t e peso bruto total superior a 4536 kg fabricados
entre 1991 e 1999 em diante.
Obriga ainda a colocação em todos os veículos
de transporte de escolares, de cargas perigosas e de passageiros
com mais de dez lugares (ônibus e microônibus)
mesmo que sejam anteriores a 1991. O mesmo regulamento desobriga
os veículos de carga comuns fabricados antes de 1991
de instalar o equipamento.
Além de controlar a velocidade, o tacógrafo
é um importante instrumento de monitoramento e de racionalização
do uso de veículos. As informações registradas
pelo equipamento permitem identificar a maneira mais segura
e mais econômica para operar o caminhão.
Segundo levantamento feito pela NTC - Associação
Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas - , apenas
60% dos veículos de frotas enquadrados no uso obrigatório
a partir de 1.º de janeiro já possuem tacógrafo.
Entre os transportadores autônomos, o percentual se
encontra ao redor de 50%.
Quem for flagrado sem tacógrafo será multado
e terá o veículo apreendido até a instalação
do equipamento.
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